HOME    |    BLOG

MÊS DAS MULHERES, COMEMORAR OU REFLETIR?

por | abr 1, 2022 | Sem categoria | 0 Comentários

          Março é o mês em que, em regra, se comemora o Dia Internacional da Mulher, oportunidade em que somos elogiadas, enaltecidas, presenteadas e lembradas. Uma data romantizada, que remete a uma tranquilidade de ser que ainda não temos e a uma realidade de doçura e resignação que não queremos.

          Na verdade, vivemos uma luta diária para ter respeito. A realidade é que 1 em cada 3 mulheres/meninas é vítima de violência ao longo da vida (ONU). Violência que se apresenta de várias formas e atinge todos os níveis sociais.

          Um dado alarmante é que a cada 20 minutos uma menina se torna mãe no Brasil, 252.786 mil meninas de 10 a 14 anos, além de 12 meninas com menos de 10 anos, engravidaram e tiveram filhos nascidos vivos. (DATA SUS)

          O que falta para essas meninas e mulheres? Falta tudo, mas falta, principalmente, informação e educação. Falta, também, a orientação, a falta de educação e informação por parte de quem é responsável por essas meninas revela uma carência que é generalizada.

          Com esse exemplo, é possível verificar que vivemos um ciclo vicioso que nos submete a uma permanente exposição a violência, aos maus tratos, a submissão a comportamentos avalizados social e culturalmente.

          E mais, há um problema sério de alcance e desenvolvimento de mulheres no âmbito profissional.  Em um levantamento feito pela consultoria Gestão Kairós, especializada em diversidade, aponta que, entre 900 líderes entrevistados a nível de gerência ou mais, apenas 25% são mulheres – e, entre elas, apenas 3% são negras.

          Em outro aspecto, mulheres são submetidas a pobreza menstrual, onde o papel higiênico, panos e toalhas de papel são itens muito usados entre as mulheres que não têm acesso a produtos adequados e que tiveram que adaptar sua higiene menstrual para conter o fluxo. No país, 77% das mulheres com 16 anos ou mais dizem que já passaram por essa situação. (Instituto Patrícia Galvão)

          Sem falar na violência e no assédio, que são a principal causa de preocupação entre mulheres no país. O quadro consta de pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), entre os dias 19 de fevereiro e 3 de março deste ano.

          Enfim, não se trata de pessimismo, mas de uma realidade desconcertante. Precisamos nos saudar, destacar avanços, mas, principalmente, não deixar de buscar, para nós e para todas, independente de quais sejam as nossas necessidades individuais, o bem de todas as mulheres, sem exceção.

Em caso de necessidade própria ou de outra mulher que esteja passando por qualquer tipo de violência, entre em contato com a Central de Atendimento à Mulher ligue 180

Este é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres em todo o Brasil. As ligações para o número 180 podem ser feitas de qualquer aparelho telefônico, móvel (celular) ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, aos finais de semana e feriados inclusive.

Inscreva-se para receber novos conteúdos!

Preencha o formulário ao lado para receber notificações com as novas postagens e novidades.